VOLUNTARIADO | Sim ou não?

by - October 05, 2016


Hoje em dia, há cada vez mais diversos tipos de voluntariado: se para muitos a primeira coisa que vem à cabeça quando se fala em voluntariado é o voluntariado social (recolha de alimentos, apoio aos sem-abrigo, toxicodependentes, crianças, hospitais, bombeiros, canis, etc.), para mim esse tipo de voluntariado - por mais insensível que possa parecer a dizer isto -, passa-me um bocado ao lado.

Não entendam isto de forma crua e bruta, como se eu simplesmente não quisesse saber. Não é, de todo, isso que acontece: passa-me ao lado porque das duas uma: a) ou não tenho estômago para estar cara-a-cara com estas situações (dói-me a alma ao ver pessoas a pedir comida ou crianças doentes no IPO) ou b) não gosto de ser a pessoa chata que está à porta de grandes superfícies comerciais a pedir apoio para estas causas, porque apesar de saber que são necessárias, não gosto de ser incomodada quando vou às compras e, por isso, também não quero ser eu a incomodar ninguém.


Gosto de voluntariado pro-bono: o voluntariado que se insere na nossa área de especialização e que nos ajuda a aplicar os conhecimentos teóricos que já temos; gosto do voluntariado cultural, onde posso prestar apoio à realização de eventos de cariz cultural e onde se fazem espetáculos bonitos; gosto do voluntariado recreativo e desportivo, onde se trabalha com toda a logística envolvida em ações ligadas ao desporto. 

Gosto de todo o trabalho voluntário que não tenha uma carga negativa por de trás dos projetos e não me imagino a fazer outro tipo de coisa. Voluntariado? Sim, sempre; em todos os projetos em que nos consigamos identificar e onde percebamos que fazemos a diferença, com aquilo que damos de nós.

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3 comentários

  1. Por mais que me apontem o dedo, eu não gosto das campanhas de recolha de alimentos. Porquê? Por duas razões: vou fazer compras descansada e começam a melgar-me; sei que os alimentos ficam armazenados imenso tempo e que só quando começam a ficar sem validade é que os entregam às pessoas.
    Sei disso porquê? Porque o vejo constantemente a acontecer, porque tenho contacto com uma instituição que depende deles para ajudar outras pessoas. É triste, mas é assim.

    Para mim, o voluntariado tem de vir de cada um de nós. Cada um de nós sabe aquilo em que pode ou não ajudar, não são os outros. Se podemos livremente ajudar, porque é que insistem em empurrar as pessoas a fazer algo? Não tem lógica e, sim, eu sei, as pessoas são preguiçosas, são egoístas, mas nem todas são assim. Eu gosto de ajudar de minha livre vontade, porque quando me mandam fazer algo, não sabem se eu tenho ou não disponibilidade para tal e se é para estar contrariada, stressada, etc., nem vale a pena fazê-lo.

    let's do nothing today

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    1. Exatamente!
      Não podia concordar mais contigo! :)

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  2. Como voluntária numa associação de animais, a UPPA, concordo e não concordo com este teu post :)

    A nível de campanhas de recolhas de alimentos sejam elas de animais ou para humanos, apesar de muitas vezes as pessoas sentirem que as estamos a chatear essas campanhas são fundamentais para as instituições que dependem disto poderem continuar a fazer o seu trabalho e a verdade é que se não forem as campanhas não há comida esta é a realidade, porque os donativos que chegam não são suficientes e apesar da maioria das pessoas poderem ajudar livremente lamento mas a maioria se não forem estas campanhas não se lembram que há pessoas e animais a precisarem. óbvio que há muitas instituições que acabam por falhar seja em deixar a comida estragar-se seja numa duvidosa divisão das coisas, mas é mesmo importante não generalizar porque há boas instituições que dependem mesmo disto. Pessoalmente não gosto de fazer campanhas, porque da mesma forma que há pessoas a sentirem-se incomodadas com quem pede, há muita gente extremamente mal educada e que falta muito ao respeito.

    No meu caso como voluntária faço parte do grupo dos passeios, onde todas as semanas tiramos os nossos cães das boxes e os levamos a esticar as patas :) E acabo também por estar envolvida na parte digital da associação que é a minha área, ou seja concordo muito contigo que podemos dar aquilo que temos como ferramenta profissional para fazer o bem.


    Beijinhos | Lolly Taste

    Vânia

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