2/12 (Reading Challenge)

by - January 29, 2017


Depois de ter acabado de ler "A minha história com Bob" (sobre o qual fiz uma review aqui) e o ter arrumado na prateleira, comecei a olhar a tantos outros livros que tenho aqui há imensos anos e aos quais nunca dei a devida oportunidade.

A verdade é que, tal como se fossem pessoas, é fácil criar estigmas e estereotipar autores, géneros literários ou livros específicos: ou porque são muito piegas (Nicholas Sparks), ou porque são ordinários (50 Shades of Grey), ou porque o tema já está muito batido (qualquer história de amor barata), ou porque autor é conhecido por ser a pior coisinha que existe (Margarida Rebelo Pinto).

Foi a esta última que tentei dar uma oportunidade, lendo um livro já antigo que a minha mãe tinha aqui para casa: "Não há Coincidências".

(2/12) - Margarida Rebelo Pinto - Não há Coincidências

Sinopse: "Quando uma mulher não ama um homem, gosta de vários. Vera tem 35 anos, um caso mal resolvido com João, um namorado de circunstância e ainda um amante mais velho com quem passa bons momentos.

Se Vera não tivesse ido ao Porto naquela Sexta-feira, não teria conhecido Manel, por quem se apaixonou sem imaginar que o seu novo amor era amigo do seu melhor amigo Afonso e que escondia um segredo que João tentava há anos descobrir…"

Opinião: Na generalidade das opiniões (onde a minha também consta), os livros da Margarida Rebelo Pinto são conhecidos por serem do mais básico e "reles" que existe: linguagem ordinária, um esforço por querer caracterizar a Mulher como sendo um ser desapegado das emoções e que só quer sexo ocasional - ou seja, uma forma de contrariar todo o resto da literatura que defende a Mulher como pessoas sensíveis - e uma caracterização/visão demasiado feminista em relação aos homens (o homem é sempre o mau da fita, a mulher é sempre a boazinha das relações).
No entanto, os livros da MRP são também conhecidos por terem duas ou três frases mais ou menos filosóficas e inteligentes no campo do amor, lá pelo meio: o primeiro livro que li da autora foi mesmo por ter visto imensas frases bonitas na Internet.

Li este livro de uma assentada, praticamente, mas não foi por estar bem escrito ou ter uma história bonita: na verdade, vai um pouco ao encontro de tudo o que descrevi anteriormente.
Mas é impossível não ler estas histórias e caracterizações de personagens sem nos lembrarmos de alguém que já tenhamos conhecido: é fácil encontrar uma forma de relacionar a história com situações do dia-a-dia (sejam nossas, pelas quais já tenhamos passado, ou de amigos próximos) e 
e por isso que acabamos por ler os livros da MRP com aquele pingo de azedo (porque sabemos que a escrita é péssima) mas com uma curiosidade enorme de saber mais e vontade de ir virando as páginas.

3/5 estrelas, pela forma como nos agarra - mesmo que não queiramos.

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